Quando termino uma viagem, começo logo a imaginar a próxima.
Acho que isso se deve aos longos anos em que abdiquei desta delícia.
Por diversos motivos: porque tinha que trabalhar, trabalhar e trabalhar
(e ainda tenho!!!) e como sou profissional liberal… porque estava casada
(ahhh claro, que isso não deveria ser nenhum impedimento…), porque a
grana sempre era muito curta, porque e principalmente, eu vivia em uma
constante inversão de valores. Depois da minha separação, resolvi mudar
várias coisas, entre elas, voltar a cuidar de mim, das coisas que
gostava, buscar redescobrir o que ME dava prazer, o que tinha valor em
minha vida. E assim, da forma que hoje me é possível, pelo menos uma vez
ao ano, me dou de presente minhas férias!
A primeira viagem que fizemos, (tenho duas filhas, hoje adolescentes)
foi talvez a mais difícil. Me considero uma profissional extremamente
competente, mas em relação a várias coisas simples da vida cotidiana de
qualquer pessoa “normal”, eu as deixava a cargo de meu ex-marido
voluntariamente. Então, o que se dizer sobre uma viagem, “sozinha” com
duas filhas de 10 e 7 anos, um monte de malas e indo para uma das
capitais considerada das mais perigosas do país (Recife)? Pânico total!
Mas encarei e fomos! E vivemos uma das experiências mais fantásticas de
nossas vidas em Cabo de Santo Agostinho, Porto de Galinhas, Recife,
Olinda e redondezas.
Para esta escolha, eu tinha bastante claro em mente o que eu queria:
um resort o mais completo possível, que somente sairíamos dele se de
fato quiséssemos, um ambiente em que fosse possível descansar. O quesito
segurança era também fundamental, mas a escolha do estado já me deixava
bastante insegura… risos. Então procurei informações com quem já tinha
ido ao Resort, busquei tudo o que podia sobre a região na Internet e
tomei a decisão. Foi mágico e maravilhoso. Em outra oportunidade, conto e
mostro o que vivemos por lá.
Na segunda viagem pós-separação também ainda não me sentia muito
segura para uma investida em nenhum roteiro ao exterior. E como não
gosto (de jeito nenhum!) de água fria, continuava tendo como opção o
Nordeste Brasileiro! Ahh… ainda tinha que tentar conciliar horários de
chegada de vôos (eita medão!rs) pois não queria me expor, nem as
crianças, a nenhum horário pela madrugada… então, com isso, algumas
capitais foram descartadas. Também por indicações de amigos, fomos para
Fortaleza.
Fortaleza foi e é um capítulo a parte nesta minha recém iniciada
jornada em viagens! Também pretendo descreve-la um dia… Só antecipo uma
coisa: dificilmente, algo me fará lá voltar… Já viram, né! rs
Depois desta, já me senti mais forte e com confiança suficiente para
colocar meus pezinhos (e os das minhas filhas) em algum lugarzinho,
próximo claro, mas agora, no exterior! Argentina, óbvio!rs Mais
pesquisas, mais orientações e sugestões de amigos e lá fomos nós!!!
Acabei de chegar do Chile! E é sobre esta aventura maravilhosa
vivenciada por mim, que pretendo começar a relatar, desde o início, como
foi! Espero que ajude alguém a se animar e também a superar as próprias
barreiras e limites. O que vou contar, é o meu ponto de vista sobre as
coisas, a maneira como fiz. Não há certo ou errado. Contarei com as
intervenções apropriadas da minha amiga Marcia Salgado que me acompanhou
nesta viagem, cheia de estímulos visuais, táteis, olfativas e
gastronômicas! O Chile foi surpreendente!
Viaje conosco nesta viagem!

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